sábado, 18 de março de 2017

Depois de quebrar a área de Petróleo e as empreiteiras agora é a vez do mercado de carnes

As principais bases econômicas do Brasil nas ultimas décadas eram as áreas de petróleo e gás, ligadas a Petrobrás e as empreiteiras, grandes responsáveis pelas obras. A lava Jato quebrou essas duas áreas com uma fúria impressionante. Agora é a vez da área de carnes ligados ao agronegócio brasileiro, maior exportador de carnes bovinas e de frangos do mundo. A Lava Jato após 3 anos lavou a economia e os empregos do país.



Ainda é muito cedo para saber os impactos da operação de ontem ligadas as principais fabricantes de carnes e aves mundiais que são genuinamente brasileiras. Entretanto, pelo exemplo do que ocorreu com a Petrobrás e com as empreiteiras brasileiras após as ações da Polícia Federal e do Ministério Público, esse ultimo órgão, que em tese, deveria proteger os interesses nacionais e da população brasileira, essas empresas correm sérios riscos de se desfacelar no mercado.  



Para quem acha que é combate e corrupção, essas ações criminosas são realizadas em todas as partes do mundo e por todas as empresas mundiais em maior ou menor grau. Tanto nas áreas de Petróleo e gás, quanto nas áreas voltadas a construção pesada, quanto na área de produção de carnes esse tipo de ação de compra de fiscalização, superfaturamento de obras e entrega de produtos em qualidade menor do que o esperado é comum. A diferença é que no exterior os chefes de Estado, o Ministério Público, juntamente com a justiça nacional, condenam os corruptos, empresários das empresas, não fazem toda essa mobilização policial e midiática que é feita aqui e não destroem as empresas, que são plenamente defendidas por esses grupos ligados ao Estado, por saberem que elas são importantes para a economia e geram empregos. Aqui no Brasil é a primeira vez que se vê órgãos públicos destruindo as empresas dessa forma. Para se ter uma ideia, após o toda aquela ação espetaculosa de ontem nas emissoras de televisão, deixando claro que aquela era a maior operação da história da Polícia Federal, as ações na bolsa de valores das principais empresas de carne do Brasil caíram quase 11 e  8 por cento respectivamente. A quem interessa a destruição das empresas brasileiras? Ao Brasil e ao povo brasileiro é que certamente não é. 




Nas reportagens o que se via era um festival de sensacionalismo visando destruir a reputação das empresas envolvidas. Carne com papelão, carne podre entre outros aspectos pejorativos, deixando claro que essas carnes fora do padrão de qualidade eram vendidas tanto no mercado interno, quanto no mercado externo, o que eu juntamente com conhecedores da área que deram entrevistas nos jornais no decorrer do dia de ontem, duvidamos muito. 



No mercado interno eu até acredito, pois tudo aqui no Brasil pode ser comprado, e vivemos em um país onde a corrupção domina todas as esferas governamentais. Só de ter o PMDB com o principal partido politico do país já é uma amostra de que nada do que aconteça aqui, em termos de corrupção, pode surpreender. Entretanto, para o mercado externo, essa hipótese é quase impossível. Sabemos como a competitividade é enorme no mercado de carnes mundial e por esse motivo as inspeções internacionais são de extrema qualidade. Tudo que o Brasil produz possui duas classes, uma de qualidade, que vai para exportação, e uma com níveis muito inferiores, que são consumidas por nós brasileiros, cidadãos de terceiro mundo. Todo brasileiro sabe disso, porque a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça brasileira, insiste em colocar em alto bom som que carnes exportadas também estavam adulteradas?

Ontem vários países importadores de carnes brasileiras já avisaram que podem criar sanções aos produtos, caso sejam confirmadas as fraudes. A união Européia um dos nossos principais compradores foram os primeiros a levantar a possibilidade. A quem interessa esse tipo de situação no país em uma área que nos trás um superavit na balança comercial de mais de 11 bilhões de dólares e é responsável por aproximadamente 7 milhões de empregos. Aos nossos principais rivais comerciais, obviamente, sendo um deles os Estados Unidos. 

E assim o nosso pais vai afundando cada vez mais a cada etapa da Lava Jato que só fez destruir a nossa economia. As emissoras de televisão vangloriam o fato de ter sido recuperado 10 bilhões de reais até o momento, mas não contam que só no primeiro ano estima-se que o impacto dessas operações no brasil tenham passado de 1 por cento no PIB, que representa mais de 55 bilhões retirados da nossa economia. Nos anos de 2015 e 2016 a tendencia é que os valores perdidos no nosso PIB diretamente ligados a Operação tenha ficado em níveis parecidos, somando nesses três anos mais de 150 bilhões de prejuízos aos brasileiros. Até o ano de 2015, institutos ligados aos trabalhadores previram que diretamente a Lava Jato havia acabado com um milhão e meio de empregos no Brasil, só a Odebrescht havia demitido mais de 150 mil trabalhadores brasileiros desde o começo das operações. Quanto isso representa para a nossa economia? Deve se levar em consideração que os salários desses trabalhadores, normalmente, são muito altos pela alta qualificação na área de engenharia pesada, principal foco de trabalho dessas grandes empreiteiras. 

Quem apoia cegamente a Lava Jato e o juiz responsável pela operação, Sérgio Moro, ou é muito inocente na concepção econômica e geopolítica do Brasil no mundo, ou tem poucas informações e não sabe que na verdade a crise de emprego e de recursos que vivemos hoje tem como primeiro e principal responsável essa operação que na verdade "Quebrou o Brasil".

O fato mais mal explicado, até o momento, da operação de ontem pela Policia Federal é que a operação ocorria ha dois anos. Então quer dizer que por dois anos eles deixaram os brasileiros comendo carne com material cancerígeno para soltar essas informações apenas agora. Porque agora? Tem muita coisa obscura e que precisa ser melhor explicada nessa história. Para mim o que venha desses órgãos ligados a Lava Jato já não tem mais credibilidade e não atende aos anseios nacionais. Especialmente aquelas informações, que como essa, vem da chamada “República de Curitiba”.

Anderson Silva