domingo, 1 de outubro de 2017

Lula dispara e venceria em todos os cenários

Lula aumenta a sua distância para os demais candidatos segundo o Data-Folha e venceria todos os adversários se as eleições fossem hoje no primeiro e segundo turno. A pesquisa foi realizada após a condenação do candidato e os depoimentos realizados por Palocci demonstrando que a Lava Jato não tem trazido como resultado a queda de sua popularidade. 


Pesquisa Data-Folha divulgada no dia 01 de outubro de 2017 mostra que Lula subiu de 30 para 35% das intenções de voto no primeiro turno tendo quase o dobro das intenções de voto dos seus principais concorrentes, Jair Bolsonaro com 16 ou 17% dependendo dos adversários e Marina Silva com 14 ou 15% dependendo do cenário político. 

Assim, podemos chegar a algumas suposições com relação aos resultados da pesquisa: A primeira delas é que a condenação de Lula teve efeito contrário ao esperado e em vez de diminuir as suas intenções de votos aumentou cinco pontos e ainda abaixou a sua rejeição em quatro pontos, oscilando de 46% para 42%; A segunda suposição é que a população não acredita que a condenação de Lula tenha sido justa, já que o efeito nesse caso teria sido de queda das suas intenções de voto e consequentemente o aumento da sua rejeição, que não ocorreu; e a terceira suposição é que há um enfraquecimento no poder de destruição da imagem de um candidato por parte da mídia e da Lava Jato que já não consegue convencer as pessoas de que luta de forma igualitária contra a corrupção. 

A impressão que dá é que a disputa política, de alguma forma, tem voltado para o campo político, local o qual nunca deveria ter saído. Foi a entrada da justiça tentando criminalizar um único partido e uma ideologia política que fez o Brasil entrar no caos institucional e rumo a um possível caos social que encontra-se atualmente. Criminalizar a política como todo, só cria um ambiente de ódio, nada propício ao desenvolvimento e ao equilíbrio democrático que uma nação necessita para o seu desenvolvimento. 

Agora resta saber se a justiça brasileira terá a coragem de condenar o Lula sem provas na segunda instância o deixando inelegível mesmo com o grande apoio popular que ele possui. Uma decisão nesse sentido seria extremamente arriscada, já que a população poderia eleger um presidente que não teria a legitimidade necessária para dirigir a sociedade em um momento de tanto desequilíbrio político, econômico e social pelo qual o país passa. 

Talvez a saída para a burguesia, para a própria mídia e para o judiciário seja buscar uma repactuação com Lula, mesmo que de forma discreta, para que ele pudesse participar das eleições e controlar, de alguma forma, a sociedade com a legitimidade do voto popular irá lhe conceder. 

E esse é o medo dos movimentos mais progressistas do país. O que viria nessa pactuação? Não se sabe até que ponto Lula teria que se submeter para que as forças dominantes do país o deixasse livre  para se tornar um candidato virtualmente eleito. Portanto, alguns grupos mais progressistas têm medo de que a eleição de Lula se torne um novo estelionato eleitoral, na concepção deles. Eu não acredito nisso, mas também não digo que isso não é possível ocorrer. Espero que estejam todos errados e que Lula possa ser eleito, governar para os pobres e que o país possa voltar a ser uma república respeitada pela comunidade internacional após o seu mandato. Eu torço pelo melhor do Brasil e na minha visão o melhor para o Brasil nesse momento é Lula de novo com a força do povo!

Anderson Silva